As pessoas estão dando atenção demais às suas fantasias sexuais, e estão fazendo com que estas sejam o fator determinante na construção das suas personalidades inteiras – Olavo de Carvalho

“No momento em que as pessoas começam a definir até as suas posições e atitudes políticas em função de certas preferências sexuais imaginárias, então é claro que estão absolutamente obsedadas, estão loucas. Como é que os seus impulsos sexuais podem definir atitudes políticas? Entre uma coisa e outra a distancia é monstruosa. Seria o mesmo que você se definir politicamente a partir das suas preferências gastronômicas. Isto não faz o menor sentido.

As pessoas estão dando atenção demais às suas fantasias sexuais, e estão fazendo com que estas sejam o fator determinante na construção das suas personalidades inteiras. Isto não faz o menor sentido. De fato, existe toda uma cultura gayzista que é feita de afetação, de pose e, sobretudo, de uma atenção excessiva às suas próprias “necessidades” eróticas. O impulso erótico não é uma coisa como a fome. A fome expressa uma necessidade que se não for atendida em certo tempo você morre. Se você for privado de sexo eternamente você não vai morrer por falta de sexo. Ele é uma necessidade sob certos aspectos. Ele é uma necessidade simbólica. A melhor atitude a esse respeito é a modéstia, que significa o seguinte: eu quero certas coisas, mas se não as tiver não vou reclamar, não vou ficar revoltado. O direito ao prazer sexual não existe absolutamente. Se você coloca isso como um direito e como um elemento essencial da sua dignidade, quer dizer, a dignidade gay… Pense na dignidade hétero. Por exemplo, o sujeito que come as mulheres de todos os vizinhos é hétero. Qual é a dignidade que existe nisso? Nenhuma. Então não existe dignidade nenhuma em ser hétero e não existe dignidade nenhuma em ser gay.

(…) Na hora que eles criam isso, você vê que o artificialismo tomou conta da mente desses caras. Você imagina um sujeito de quatro, pedindo para um negão comê-lo e dizendo: isso é dignidade gay! Claro que eu não vou cuspir na cara do sujeito porque ele está fazendo isso. Ao contrário, se eu sei que o sujeito fez isso, eu sou o primeiro que vou tentar encobrir para o cara não passar vergonha. Não estou aqui para humilhar ninguém. Eu só gosto de humilhar intelectuais — e por motivos relevantes. Eu jamais humilharei pessoas por causa de suas condutas sexuais. Por que insistir que existe uma grande dignidade nessa coisa? Eu não vejo dignidade nenhuma nem em ser gay nem em ser hétero. É uma categoria que simplesmente não se aplica. É uma coisa que acontece. É como você calçar sapato 41 ou 42. Qual é a dignidade que tem nisso? Não tem nenhuma! As pessoas estão pegando coisas inócuas, até negativas, e transformando em valores supremos.

Uma vez eu expliquei isso: a identidade sexual de um sujeito hétero simplesmente repete a forma da sua anatomia e fisiologia. Ele está simplesmente expressando: “eu sou homem, nasci aqui com um peruzinho, duas bolinhas e ali tem a mulher”. O desejo heterossexual simplesmente expressa a forma da sua anatomofisiologia. O desejo gay não é isso. A identidade gay não é construída a partir da forma anatômica, mas a partir do desejo. Então essa identidade só tem fundamento imaginário, só tem fundamento na esfera das fantasias que o sujeito tem, então ele tem de reafirmar aquilo. Mas se ele tem de reafirmar a identidade gay, é porque não existe identidade gay alguma. É a famosa confusão de gênero e sexo. Normalmente o gênero é o correspondente gramatical da divisão de sexo, quer dizer, existe gênero em gramática porque existe sexo na realidade; existe a divisão sexual. Todas as espécies de animais, sem exceção, têm a divisão de sexo. Você metaforicamente transpõe esse gênero para coisas que em si mesmas não tem sexo, mas que podem ser enfatizadas como masculinos e femininos para efeito de figura de linguagem. Por exemplo, nós dizemos o mar e a lua, mas em alemão eles dizem o contrário; no alemão a lua é masculino, e o mar é feminino. Isto quer dizer que nós estamos figurando o mar e a lua por qualidades estéticas opostas, e tanto o mar quando a lua tem as duas qualidades opostas, então são essas possibilidades de enfatizar certas similaridades que a língua tem de oferecer. A partir de um certo momento, esses teóricos do feminismo, do gayzismo etc, acharam que a identidade pessoal de gênero é imposta arbitrariamente pela sociedade. Mas não é arbitrariamente: ela imita o sexo, quer dizer, você coloca as meninas no feminino e os meninos no masculino. O que pode haver de artificial nisso aí? Se o sujeito depois desenvolve outros desejos, isto não muda aquela sua identidade inicial. Se o cara diz: “eu sou homossexual, eu gosto de pessoas do meu sexo”, automaticamente ele está assumindo a sua identidade de gênero conforme o seu sexo. 

(…) Na hora que o sujeito se define como homossexual, ele está automaticamente assumindo a identidade de gênero, ele não a está rejeitando. E se o sujeito for um transexual, ele também a está assumindo, porque ele está dizendo que não está satisfeito com a sua presente condição de sexo. Se ele não está satisfeito, é porque admite que ela existe. Todo esse vocabulário gayzista e feminista é feito de tomar metonímias como se fossem tradução de realidades físicas; é um mundo totalmente artificial.”


Olavo de Carvalho – Curso online de filosofia: aula 015, 18/07/2009.


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