Nenhuma compreensão de fatos humanos é possível sem algumas distinções elementares, as mais básicas dentre estas distinções são as categorias de Aristóteles – Olavo de Carvalho

“Hoje, iremos tocar em um assunto que, de certo modo, adianta um pouco o nosso programa, penetrando já em questões mais técnicas de filosofia que mais tarde serão estudadas com mais detalhes. Mas como esse é um tópico especialmente importante para a formação da mentalidade, eu vou ter de adiantá-lo. O que importa aqui é o aproveitamento prático disso e não o assunto técnico-filosófico — o estudo do assunto filosoficamente será feito mais tarde.

Vou ler um texto para vocês e comentar — eu posso interromper um pouco durante a leitura, mas depois irei ler de novo com comentários mais meticulosos:

“Nenhuma compreensão de fatos humanos é possível sem algumas distinções elementares. Tão elementares que a prática multimilenar já as embutiu como precauções automáticas na espontaneidade dos juízos humanos, se é que não estavam lá desde o advento do Homo Sapiens. As mais básicas dentre estas distinções são as categorias de Aristóteles: a classificação dos tipos de juízos que podemos emitir a respeito do que quer que seja.

Sem precisar ter jamais ouvido falar de Aristóteles, qualquer cérebro humano normal sabe perceber a diferença entre dizer o que uma coisa é (categoria da substância), como ela é (qualidade), se é uma ou muitas, grande ou pequena (quantidade), onde está (lugar), se está associado de algum modo a outras (relação), desde quando e até quando está (tempo), o que ela faz (ação) e o que se faz ou que se pode fazer com ela (paixão ou ação passiva).”

Em algumas listas, Aristóteles admite também duas outras categorias que é estado e posição, mas, para simplificar, eu costumo adotar a lista de oito.

Essas categorias não são técnicas de pensamento, não são coisas que foram inventadas por Aristóteles. Na verdade, é até errado dizer que são categorias de pensamentos, porque elas já estão embutidas na própria percepção – é assim que nós percebemos as coisas. Qualquer pessoa, por mais burra que seja, nota a diferença entre o que é perceber uma coisa e o que é perceber uma qualidade específica dela — ou perceber o tamanho, a quantidade, a posição onde ela está, por exemplo. Essa diferenciação é espontânea no ser humano, você não precisa aprender as categorias de Aristóteles. O que se aprende são os nomes com os quais pode ser feita uma reflexão sobre aquilo que você já faz no curso normal da sua percepção.

O problema é que se Aristóteles nomeou e definiu essas categorias com o propósito explícito de expor algo que já se passava normalmente na percepção humana, então, a partir do momento que estão descritas, elas se tornam instrumentos técnicos da filosofia, e como instrumentos técnicos elas adquirem uma espécie de autonomia em relação ao seu uso normal na percepção. A própria exposição filosófica tem os seus problemas próprios, tem as suas dificuldades próprias, que são diferentes das dificuldades que possa haver no campo da percepção.

Quando se estuda os problemas das categorias, você vê que milhares de livros foram escritos a respeito e que se pode dar um numero ilimitado de aulas sobre o assunto. Mas, enquanto as tratar como conceitos filosóficos, você não estará fazendo a mesma coisa do que Aristóteles fez, porque para ele aquilo não era exatamente conceito filosófico, e sim uma expressão conceitual de coisas observadas no próprio curso da percepção humana. Observando o modo como percebia as coisas, Aristóteles notou que ele instintivamente percebia essas diferenças — as categorias, no fim das contas, não são nada mais que a percepção das diferenças entre várias maneiras de olhar uma coisa. 

(…) Normalmente, isto que estou dizendo é absolutamente incontestável: todo mundo sabe a diferença entre perceber uma coisa e perceber uma de suas qualidades isoladamente, ou perceber a sua quantidade, ou ainda, perceber se ela está em cima de uma outra, embaixo de uma outra, dentro de uma outra. É impossível, por exemplo, não perceber a diferença entre saber o que é uma banana e saber que a banana está em cima da mesa. Não é a mesma coisa e qualquer idiota – até o Barack Obama – sabe disso, é acessível a todos os seres humanos.

“Tão profundamente arraigadas na percepção humana…”

Note bem, eu disse percepção e não no pensamento humano. Quando ouvir alguém falar sobre pensamento pré-categorial, esqueça, porque você estará falando com um analfabeto. Pensamento pré-categorial é mais impossível do que o quadrado redondo, não existe! As categorias estão presentes no sonho, na percepção espontânea — estão imbricadas em nós fisicamente. Não há nada pré-categorial. Pré-categorial é somente o nada: não tem substância, não tem quantidade, não tem qualidade, então não tem categoria. Nada existe pré-categorial. Onde você ler essa expressão, saiba que está lidando com um burro, com um amador.

“Tão profundamente arraigadas na percepção humana estão essas categorias que na vida diária rejeitamos automaticamente toda confusão entre elas que apareça numa conversação ou no nosso próprio pensamento. Se perguntamos o que é uma coisa não nos contentamos com a resposta de que é grande ou de que está em cima do armário, (…)”

A não ser que você seja um retardado mental, ou melhor, é possível [até] que até um retardado mental saiba essa diferença. Para não saber isso precisa ser não um retardado mental, mas um esquizofrênico.

“(…) ou seja, não confundimos a substância com a quantidade ou o lugar.”

É claro que a maioria das pessoas não sabem expor as categorias de Aristóteles, mas elas sabem usá-las — não sabem os nomes das categorias, não sabem nem o que são. Se você começar a falar de categorias, elas podem se confundir, mas, na prática, as pessoas sabem usar aquilo perfeitamente e a prova é, sobretudo, negativa: é que não confundem uma categoria com outra. Eu já testei isso milhares de vezes e fui observando que as categorias de Aristóteles estão imbricadas não só no pensamento e na linguagem, mas estão imbricadas também na percepção, porque tem algo a ver com a direção da atenção. Para contar bolinhas, por exemplo, é preciso saber o que são bolinhas; então, sabendo o que são bolinhas, [contar] já não é mais um problema. [Assim], passa-se da categoria da substância para a da quantidade, [pois] se se emite qualquer juízo qualitativo — dizer se uma coisa é bonita ou feia —, é porque você já sabe o que é e a substância não é mais um problema. Não se vai, então, confundir uma qualidade com a substância.

“Se perguntamos por que o cachorro está latindo, não queremos saber se é preto ou tem três anos. Distinguimos espontaneamente entre a ação, a qualidade e a quantidade.”

Eu já observei, muitas vezes, a precisão incrível com que as pessoas espontaneamente aplicam as categorias sem saber o que são elas, sem saber que é uma noção filosófica etc. Isso raríssimamente falha. E quando existe um erro grave, quando o sujeito sai da realidade, em geral o que aconteceu foi uma confusão de categorias. Não é um erro lógico, não é um erro da coerência do raciocínio. Às vezes, é um erro de percepção mesmo.

“Igualmente fácil é distinguir mais ou menos automaticamente entre aqueles quatro níveis diferentes de sentenças que Aristóteles denominava os Predicáveis, que são: a definição, o gênero, a propriedade e o acidente.

Se você quer a definição de mesa e alguém lhe responde que é um móvel, você sabe que aí está faltando alguma coisa, que a resposta é demasiado genérica, e que ela lhe forneceu o gênero da coisa sem distingui-la de outras coisas do mesmo gênero.”

Portanto, todo mundo sabe a diferença entre definição e gênero. Quando se pergunta “O que é isso?” e você responde que é um tipo de tal coisa, você sabe que está faltando algo, pois sabe o gênero da coisa, mas também sabe que a definição não está completa.

“Se alguém diz para você que o gato está miando, você sabe que os gatos costumam fazer isso mesmo, que miar é uma propriedade deles, que basta saber que o bicho é um gato para daí deduzir que ele mia e não late.”

Mesmo que o gato não tenha jamais miado, você sabe que se algum dia ele emitir um som, ou vai ronronar ou miar. Você não achará que ele estará latindo, piando, falando alemão e assim por diante. Todo mundo sabe disso, portanto sabe o que é uma propriedade: é uma coisa que é tão natural num determinado tipo de ser, que basta você saber de qual tipo ele é, que já se deduz que ele irá fazer exatamente aquilo. O exemplo clássico é aprender gramática: todo mundo sabe que só o ser humano aprende gramática, e se você diz que alguém sabe gramática, já sabe automaticamente que não é uma tartaruga ou um elefante, já sabe que é um ser humano. Agora, se está miando só pode ser um gato — e quem não sabe isso?

“Mas se alguém lhe diz que o gato está no telhado da dona Maria, você sabe que nada no mundo lhe permitirá deduzir do mero fato dele ser um gato se ele subirá no telhado da Dona Maria, pulará a janela do Seu Joaquim ou ficará deitado na poltrona vendo televisão.”

Não dá para deduzir isso. O gato pode fazer todas essas coisas, mas um cachorro também pode. O meu cachorro Robin, já falecido, subia no telhado do vizinho. A primeira vez que o homem telefonou, disse: “Seu cachorro está aqui no meu telhado” — e eu perguntei se ele tinha certeza de que não era um gato. “Não, é o seu cachorro mesmo”. Está aí um cachorro que podia subir no telhado. Eu vi um filme com uns caras tentando tirar um urso do telhado. E têm gatos que jamais subiram no telhado. Portanto, do fato de que ele é um gato não se pode deduzir que ele está no telhado e, não obstante, ele pode subir no telhado. Como é que isso se chama? Isso é um acidente. O acidente precisa ser informado, precisa ser acrescentado à definição. Se você sabe que o bicho é um gato, não dá para daí deduzir que ele está no telhado. Alguém precisa dizer: “O seu gato está no telhado”. No entanto, ninguém precisa vir lhe informar que o seu gato mia, porque todos os gatos miam. Essas são distinções que todo mundo faz no dia-a-dia, não é preciso verbalizá-las.

“Os acidentes, na verdade, não são tão acidentais: um gato pode ser preto ou branco, miar ou ronronar, subir no telhado ou aninhar-se confortavelmente no colo do dono. Mas nenhuma dessas coisas acontecerá jamais ao caranguejo, muito menos a um crocodilo.”

Ou seja, não se pode da simples natureza da coisa, ou definição, deduzir o acidente.

“Os acidentes não decorrem da natureza da coisa, mas não podem ser totalmente incompatíveis com ela.”

Você já viu, por exemplo, um dicionário subir no telhado? Não sobe, não é?

“Você pode acertar um tiro num ser humano, num animal, numa árvore, numa pedra ou qualquer ser inanimado, mas não poder acertá-lo numa equação do segundo grau – embora muitos ginasianos sonhem com isto.”

E você também não pode acertar um tiro numa alma de outro mundo, numa ideia filosófica ou, ainda, num dragão verde com bolinhas cor-de-rosa — ninguém jamais deu um tiro num dragão verde com bolinhas cor-de-rosa. Isso significa que, embora os acidentes não possam ser deduzidos da natureza da coisa, eles não podem ser totalmente incompatíveis com ela, ou seja, nem todas as qualidades acidentais podem se aplicar a qualquer ser indistintamente. Algumas pessoas, por exemplo, sabem grego, outras não, mas gato não sabe grego e tartaruga muito menos.

“Saber graduar instintivamente os acidentes possíveis e impossíveis, prováveis e improváveis, verossímeis e inverossímeis que podem suceder aos vários seres das diferentes espécies, é 80% do que nós chamamos senso do real.”

E este senso do real normalmente funciona. Por que, quando você diz que tal coisa aconteceu, as pessoas estranham? Porque elas sabem que aquele não é o tipo de acidente que seja adequado àquele tipo de ser do qual você está falando. “O cachorro subiu no telhado” — é um exemplo. Se dissessem: “O gato subiu no telhado” — seria normal, pois os gatos costumam fazer isso. O único cachorro que eu já vi subindo no telhado foi o meu, que era o cachorro mais extravagante do universo — um Weimaraner.

(…) E essa [capacidade de graduar instintivamente os acidentes] é a parte mais preciosa da inteligência humana e que mais radicalmente nos distingue dos animais e dos computadores. É incrível que essas pessoas que estudam inteligência artificial, inteligência humana e animal, nunca lembram de olhar por esse lado, eles pensam apenas na capacidade de raciocínio, na silogística. Silogística quer dizer que de duas proposições você tira uma terceira. Tartaruga raciocina, gato raciocina, computador raciocina e até o Barack Obama raciocina. Então, é claro que não é por aí que você vai encontrar a diferença. Porém, perceber a possibilidade ou probabilidade maior de um acidente, isto nenhum bicho pode fazer. Não tem nenhum mesmo. O macaco, o bicho mais inteligente que existe, não pode fazer isso. [Essa capacidade] demarca uma diferença infinita entre a inteligência humana e a animal, porque isto é a nossa percepção de realidade. O Xavier Zubiri passou a vida demonstrando que essa noção de realidade só existe para o ser humano, o animal não a tem. O animal só tem o ambiente imediato e os reflexos condicionados, não tem a noção do real, das gradações que aparecem nos quatro discursos — o certo, o provável, o verossímil e o possível.

Praticamente toda a nossa atividade cognitiva durante o dia consiste em fazer essa operação, em diferenciar as categorias, em diferenciar os predicáveis e, sobretudo, em distinguir se certos acidentes são normais ou anormais, se eles podem acontecer ou não. É isso que nós chamamos inteligência, no dia-a-dia e na prática, e entre essa função e a inteligência animal a diferença é infinita. E, no entanto, essa função, por complicada que seja, funciona regularmente bem na maior parte dos seres humanos. Nós só não conseguimos aplicar essas funções quando os dados do problema são demasiado novos, desconhecidos. Um E.T., por exemplo, pode ter três pernas? Eu não sei, porque nada entendo de E.T.. Então, se me aparece um E.T. de três pernas, eu não sei se ele é normal ou anormal, porque a própria condição de E.T. já é anormal para mim porque ela é desconhecida. Quando você está falando de coisas que as pessoas desconhecem, essa função falha, evidentemente. Mas não é a função que falha, é o material que é novo.

“Com igual desenvoltura, todo mundo sabe distinguir espontaneamente entre aqueles quatro tipos de causa que Aristóteles chamava de causa formal, causa eficiente, causa material e causa final. Causa formal é a simples definição, a natureza das coisas, que às vezes basta como explicação do que ela faz ou que do que lhe acontece. Não há quem não entenda que, se você diz que um determinado bicho é uma tartaruga e não um peixe, fique explicado porque ela pode emergir da água e sair andando na terra — coisa que um peixe no seu juízo perfeito jamais faria.”

Dizem que tem um tipo de peixe, não sei onde, que anda um pouquinho — mas é só este. Por isso, mesmo você acha que é um peixe esquisito. Por quê? Porque a quase totalidade dos peixes não faz isso.

“Causa eficiente é o impulso, o mecanismo imediato, o gatilho que dispara a ação. Quando o ex-presidente Jânio Quadros disse: ‘Bebo porque é líquido, se fosse sólido eu comeria’.”

Por que todo mundo deu risada, por que acharam engraçado?

“Todos entenderam a blague porque sabiam que ele trocava de propósito a causa eficiente pela causa formal.”

Qualquer piada consiste em trocar categorias, trocar predicáveis e assim por diante. Toda piada é isso. O fato de que exista o senso de humor, de que nós sejamos capazes de rir de piadas, mostra como o conhecimento dessas categorias, desses predicados, é espontâneo no ser humano. Acontece que, se entenderam o propósito, entenderam também a causa final, entenderam o que ele estava querendo com isso.

“Causa material, por fim, é o meio, o instrumento ou canal pelo qual a ação se realiza. Quem não sabe distinguir entre a arma do crime (causa material), o objetivo último do criminoso (causa final), o impulso imediato que determinou a ação (causa eficiente) e, por último, o tipo de crime — assalto, homicídio, agressão à mão armada etc. — (causa formal)?”

Todo mundo sabe distinguir isso aí.

“Por fim, também distinguimos facilmente entre causa próxima e remota. Se perguntam por que Dona Fulana se divorciou do marido, sabemos que não é a mesma coisa responder que ela o surpreendeu na cama com a empregada ou que há uma crise geral dos casamentos.”

Claro, se há uma crise geral dos casamentos, o problema da Dona Fulaninha expressa também mais um caso, mas não foi isso o que nós perguntamos. Nós não perguntamos a causa remota, nós perguntamos a causa imediata. Se há uma crise geral dos casamentos é porque eles acabam por mil e uma causas diferentes.

“As causas remotas podem predispor genericamente a uma ação, mas não podem determiná-la diretamente. Qualquer um percebe isso quase que por instinto.

Se na vida prática todo mundo maneja essas importantes distinções sem jamais ter precisado saber de Aristóteles, (…)”

Mesmo porque Aristóteles as formulou com um intuito preciso de descrever operações normais da inteligência e não de criar conceitos filosóficos em cima disto.

“(…) o fato é que, ao buscar transportá-las para as atividades mais prestigiosas e excelsas da mente humana, como a ciência e a filosofia, de repente perdemos o controle da situação e começamos a cometer os erros mais grosseiros – ocasionalmente de maneira trágica, no mais das vezes de maneira cômica. Quanto mais alta a sua ambição de conhecimento, tanto mais o erudito, o investigador, o pensador, se arrisca a incorrer em confusões vexaminosas que fariam rir o observador leigo, se este as compreendesse.”

Como não compreendem, eles não sabem que são vexames. O problema da pseudo-intelectualidade vem disto: o pseudo-intelectual é o sujeito que se apóia no respeito que ele obtém de uma massa que não compreende nada do que ele está dizendo e que, por isso mesmo, pode aceitar o que ele disse sem perceber que é um erro.

“Guardadas as devidas proporções entre as dificuldades dos seus empreendimentos respectivos, o homem comum é nos seus domínios próprios muito mais inteligente do que os sábios na suas áreas especializadas. Felizmente, cada sábio é, fora da sua especialidade – onde ele se permite os mais arriscados desvarios -, um homem comum tão sensato quanto qualquer outro. Como filósofo, Kant podia acreditar que nós só conhecemos aparências fenomênicas e não as coisas em si mesmas, porém, como adepto dos bons jantares servidos quase diariamente aos seus visitantes, preferia comer as galinhas em si mesmas, em vez de das suas meras aparências. Um exemplo quase tocante de estupidez sapiente, cujas repercussões sofremos até hoje, foi o confronto entre a ciência nascente da sociologia, personificada por Emile Durkheim, e a historiografia psicológica de Hippolyte Taine.”

(…) A minha recomendação é que não permitam jamais que a sua inteligência, no exercício das suas funções mais altas, no estudo de assuntos mais complicados e mais nobres, desça abaixo do nível do cidadão comum na sua prática diária. Isso é um vexame formidável e acontece com uma frequência assombrosa. É o mesmo que dizer que o homem do posto de gasolina lidando com a bomba de gasolina e recebendo dinheiro é mais inteligente nisso do que René Descartes lidando com a filosofia de Descartes, e comete menos erros de categoria na sua atividade do que o filósofo na dele — e isto é uma coisa que não deveria ser admitida.”


Olavo de Carvalho – Curso online de filosofia: aula 018, 08/08/2009.


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