Não é de espantar que a elite globalista se aproxime e busque uma espécie de simbiose com a classe científica, porque esta tem os meios científicos de realizar o controle global – Olavo de Carvalho

“Uma das promessas da ciência moderna, desde seu aparecimento com Galileu, Newton etc., é controlar o ambiente físico. Agora, nós só podemos controlar o ambiente físico através da ação humana. Ou seja, se nós não controlamos a ação humana nós não podemos controlar o ambiente físico. Então a ideia do controle do ambiente físico através do controle da ação humana é inerente ao espírito da ciência moderna e às promessas que ela pretende realizar. Até onde vão essas promessas?

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Conhecimento científico, sem uma compreensão filosófica adequada, não significa absolutamente nada – Olavo de Carvalho

“Um elemento fundamental para a aquisição da alta cultura é a perda do temor reverencial ante as ciências. Mas esta perda tem de ser completa. Por exemplo, a teoria quântica, a mais certa, e eu acho que não há outra que tenha sido confirmada tantas vezes em laboratório, é o que aparenta ser uma certeza. Até hoje ninguém sabe como articulá-la com a relatividade nem sabe sequer sua significação para a concepção do mundo em geral. Eis o máximo que uma ciência pode fornecer, isso quando ela chega ao auge, ao máximo do máximo do máximo. Ora, isso não significa que eu estou desprezando essas conquistas, ao contrário: elas têm imenso valor. Porém, o valor que elas têm depende inteiramente da capacidade humana de julgar esses conhecimentos em função do conhecimento que cada um tem da unidade do real. Por exemplo: existe o famoso livro de Jean Piaget, intitulado Sabedoria e Ilusões da Filosofia, onde ele diz o seguinte: “Conhecimento mesmo só a ciência fornece. A filosofia não fornece conhecimento, ela é um instrumento não de conhecimento, mas de orientação na realidade. Ela vai lhe dar um corpo de valores e critérios para orientação na realidade.”

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A palavra “ciência”, quando usada em um debate, não é um conceito rigoroso, é uma figura de linguagem que compacta coisas enormemente separadas entre si – Olavo de Carvalho

“A palavra “ciência” em si mesma é ambígua, tem várias camadas de significado. Vejamos algumas, sem pretensão de sermos exaustivos. Em primeiro lugar, ciência significa o ideal de ciência tal como Sócrates, Platão e Aristóteles o formularam em oposição à doxa, ao mundo da opinião. Então a ciência, ou episteme, é aquele conhecimento que é demonstrativo, que não apenas afirma algo, que não apenas persuade as pessoas, mas fornece os elementos de prova necessários para saber que as coisas não podem ser de outro modo senão daquele modo a que a sua conclusão lógica levou. Então, a ideia de alcançar um conhecimento demonstrativo, apodíctico — apo quer dizer “não”, é um negativo, e deiksis quer dizer “destruir”, logo, indestrutível —, a ideia de um conhecimento indestrutível é o ideal inicial da ciência.

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