Nós aprendemos por apreensão imediata das essências, senão não conseguiríamos aprender nada jamais – Olavo de Carvalho

“Eu não acredito que praticamente nada no aprendizado humano venha efetivamente por indução. A indução é o método de você testar conhecimentos, e não o método de adquiri-los. Por exemplo, como é que nós formamos os conceitos universais, os conceitos das espécies? Responde o Louis Liard — e com ele praticamente toda a psicologia experimental francesa (e tem muita gente que acredita nisso até hoje) — que nós pegamos vários objetos parecidos e montamos a espécie. Muito bem, você faz isso por comparação, mas o quê do primeiro objeto você compara com o segundo objeto? Por exemplo, você quer formar o universal gato: você pega a cor do primeiro gato e o formato do segundo gato, ou a posição do gato, ou a ação do gato? Aqui tem um negócio que é preto e lá tem outro negócio que está miando. É isto que você faz? Não, você compara o correspondente com o correspondente, a cor com a cor, o miado com o miado, a posição com a posição, e assim por diante. Você não poderia fazer isto se você já não tivesse apreendido o primeiro gato como forma, e esta forma é a essência do gato.

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