Matéria é uma metáfora, uma figura de linguagem, e continuará sendo uma figura de linguagem – Olavo de Carvalho

“Veja, também, esta ideia materialista. Até hoje ninguém definiu o que é matéria. Os camaradas acabam de dizer que matéria é um negócio que ocupa um lugar no espaço e no instante seguinte eles estão falando de neutrinos, de partículas que, não apenas não ocupam nenhum lugar no espaço, mas às vezes ocupam até dois lugares diferentes ao mesmo tempo. Ou seja, esse conceito não faz sentido nenhum.

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A palavra “ciência”, quando usada em um debate, não é um conceito rigoroso, é uma figura de linguagem – Olavo de Carvalho

“A palavra “ciência” em si mesma é ambígua, tem várias camadas de significado. Vejamos algumas, sem pretensão de sermos exaustivos. Em primeiro lugar, ciência significa o ideal de ciência tal como Sócrates, Platão e Aristóteles o formularam em oposição à doxa, ao mundo da opinião. Então a ciência, ou episteme, é aquele conhecimento que é demonstrativo, que não apenas afirma algo, que não apenas persuade as pessoas, mas fornece os elementos de prova necessários para saber que as coisas não podem ser de outro modo senão daquele modo a que a sua conclusão lógica levou. Então, a ideia de alcançar um conhecimento demonstrativo, apodíctico — apo quer dizer “não”, é um negativo, e deiksis quer dizer “destruir”, logo, indestrutível —, a ideia de um conhecimento indestrutível é o ideal inicial da ciência.

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A influência do “ambiente” não é um conceito científico, é uma simples figura de linguagem – Olavo de Carvalho

“A influência do “ambiente” não é um conceito científico, é uma simples figura de linguagem. Ela não está se referindo a nenhum fenômeno preciso. Com ambiente o sujeito está querendo dizer “tudo aquilo que não é eu”. Então é o Ortega y Gasset “Yo soy yo y mi circunstancia”. Até onde vai minha circunstância?

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