Este trabalho todo da imaginação é uma condição indispensável para o estudo da Filosofia – Olavo de Carvalho

“Onde é que o conhecimento que nós temos da nossa própria vida adquire unidade para nós? Onde é que esses vários dados que nós temos compõem uma figura, compõem um personagem e nos apresentam este personagem para nós mesmos? Só na imaginação, evidentemente. A memória, por si, não pode fazer isso. Além da memória, tem de haver um esforço de juntar as várias partes. Sem imaginação a pessoa não pode sequer se conhecer biograficamente, ela não sabe quem ela é, e este é o grande problema. Há trinta anos, pelo menos, eu escuto as pessoas me contarem suas vidas. Eu conheço as vidas de muita gente, não só por biografias que eu li, mas por narrativas que ouvi, que as pessoas me contaram, às vezes buscando uma orientação, um conselho, coisa assim. E uma das coisas que mais me impressionaram nesta experiência foi como as pessoas sofrem mudanças ao longo das suas vidas que elas mesmas não percebem.

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A primeira coisa a se fazer, com todos os textos que vocês lerem, é articular o conflito – Olavo de Carvalho

“A primeira coisa a se fazer, tanto com esse texto como com todos os textos que vocês lerem, é transformá-lo de uma exposição em um drama, ou seja, articular o conflito. Onde não há conflito não há nenhuma especulação filosófica a fazer. Sempre há um conflito – subjacente ou explícito -, e é exatamente isso que vocês vão ter de reviver e reconstruir imaginativamente. Como no caso existe uma série de referências históricas a um tempo pretérito, isso quer dizer que os personagens do drama nos são desconhecidos, ou os conhecemos muito vagamente. Nós vamos ter de dar substância a esses personagens. Para isso, nós vamos ter de fazer, evidentemente, um trabalho de pesquisa em dicionários filosóficos, em histórias da filosofia e descobrir quem são esses vários personagens. Claro que não vamos ter de estudar tudo a respeito deles, mas somente aquilo que se refere, aquilo que é pertinente ao drama que está esboçado aqui.

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